segunda-feira, 10 de março de 2014

Texto: Educação Escolar de Pessoas com Surdez

Educação Escolar de Pessoas com Surdez
- Atendimento Educacional Especializado em Construção


A Educação Escolar de Pessoas com Surdez tem sido alvo de muitas discussões no decorrer de aproximadamente dois séculos, onde defensores da gestualidade e oralidade  tentaram de alguma forma compreender onde está o sucesso ou o fracasso escolar dessas pessoas, dando ênfase para uma língua ou outra, esquecendo no entanto que assim como os ouvintes, as pessoas com surdez tem seu potencial individual e coletivo desenvolvido e que na verdade necessitam de ambientes escolares que os estimulem e desafiem seus processos perceptivos, linguísticos e cognitivos. E é exatamente levando em consideração essas aspectos que a atual proposta de Educação Especial na perspectiva inclusiva prevê o bilinguismo como sendo a tendência que melhor  se adequa as necessidades das pessoas com surdez, visto que o uso das duas línguas no contexto escolar possibilitará que ela se comunique em sua língua materna (língua de sinais) e ao mesmo tempo aprenda a língua portuguesa, que é a língua oficial em seu país.
De acordo com texto Educação Escolar de Pessoas com Surdez, publicado na revista Inclusão do Ministério da Educação, jan/jul 2010, os autores Damázio e Josimário de Paulo Ferreira enfatizam que:
Nesse processo de ressignificação da educação de pessoas com surdez, sob a ótica bilíngüe, percebemos que muitas questões se colocam, tais como: que a proficiência em duas línguas ainda parece uma ilusão, pois ainda se pensa na subordinação de uma língua a outra - L1 x L2; há uma visão educacional priorizando a língua de sinais; prega-se uma hierarquia nos usos da língua, como se pudesse ser definido a priori; o bilingüismo, muitas vezes, dá lugar ao bimodalismo; não se leva em conta a abordagem bilíngüe, considerando as pessoas em seus graus de surdez, a pessoa com implante coclear, os filhos de pais com surdez, os filhos de pais sem surdez; a formação de professores bilíngües; os processos de gestualizar, sinalizar, articular, oralizar, ler e escrever na aquisição e desenvolvimento das línguas.
No entanto, é importante frisar que para ocorrer o acesso as duas línguas de forma simultânea e que os resultados sejam satisfatórios, faz-se necessário uma transformação na escola, onde as práticas pedagógicas inclusivas possam se fazer presentes, tornando-se um rotina na escola. Lembrando ainda que, não basta apenas aprender uma língua, pois a aquisição da língua de sinais não garantirá uma aprendizagem satisfatória, visto que os ouvintes chegam a escola com o domínio da linguagem oral e mesmo assim apresentam dificuldades de aprendizagem.
Assim, Damazio e Ferreira em seu texto frisam que;
O  ambiente em que a pessoa com surdez está inserida, em especial, o da escola comum, uma vez que não lhe oferece condições para que se estabeleçam mediações simbólicas com o meio físico e social, não exercita ou provoca a capacidade representativa dessas pessoas, conseqüentemente, compromete o desenvolvimento do pensamento, da linguagem e da produção de sentidos.
E pensando nesse aspecto a proposta da Educação Especial na Perspectiva Inclusiva legitimou a Atendimento Educacional Especializado para pessoas com Surdez tendo com função organizar e o trabalho complementar ou suplementar, visando  à autonomia e à independência social, afetiva, cognitiva e lingüística dessas pessoas tanto na  escola quanto fora dela. Esse atendimento deve ser pensado em redes interligadas, sem hierarquização de conteúdos, onde inicialmente deve-se levar em consideração o diagnóstico inicial do aluno com surdez, seu contexto de vida, para que assim o AEE PS possa auxiliar a romper as dificuldades apresentadas por esse público.
Vale ressaltar que o AEE para as pessoas com Surdez deverá acontecer em três momentos didáticos pedagógicos, divididos em; Atendimento Educacional Especializado de Libras, Atendimento Educacional Especializado em Libras e Atendimento Educacional Especializado para o ensino da Língua Portuguesa escrita.

Referência Bibliográfica

DAMÁZIO, M. F. M.; FERREIRA, J. Educação Escolar de Pessoas com Surdez-Atendimento Educacional Especializado em Construção. Revista Inclusão: Brasília: MEC, V.5, 2010. p.46-57.

sábado, 30 de novembro de 2013

A áudio descrição como recurso pedagógico para os alunos com Deficiência Visual

                         Os três porquinhos com áudio descrição.
O vídeo dos três porquinhos com áudio descrição permite aos alunos com Deficiência Visual a criação de imagem a partir dos detalhes narrados, possibilitando assim, uma melhor compreensão sobre os acontecimentos,  a ação e reação dos personagens, identificando também suas características individuais. A áudio descrição desse vídeo utiliza-se de uma linguagem simples e com o tom de voz adequado para cada cena, despertando assim a curiosidade e a atenção dos alunos.
É uma história que perpassa gerações e muito bem aceita pelo público infantil.

Pedagogicamente é possível trabalhar com os alunos a quantidades e o nome dos personagens, características individuais, as questões relacionadas ao comportamento dos três porquinhos, do lobo, como também a importância do espirito de cooperação, união, confiança, alegria, respeito, bondade, entre outros aspectos. 

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Jogos que poderão favorecer o desenvolvimento e a aprendizagem do aluno com Deficiência Intelectual
                                   JOGO DA MEMÓRIA
Os jogos pedagógicos facilitam e estimulam o processo de aprendizagem. O jogo da memória desperta nos alunos o interesse, a atenção, concentração, memorização, reconhecimento das cores de acordo com as gravuras, números e etc.
Inicialmente é interessante que seja usado poucas peças, levando em consideração a idade da criança, como também as dificuldades apresentadas por ela. É importante que as peças sejam organizadas em fileiras a fim de facilitar a memorização por parte da criança, cabendo ao professor fazer as intervenções necessárias, orientando, e questionando onde pode está o par da peça virada. Observar também que alguns alunos insistem em pegar a mesma peça, sendo que nesse momento a mediação do professor contribuirá para motivar o aluno a pegar peças ainda não viradas e a partir dessa ação tentar encontrar meios de resolução do problema.

                                      SEQUÊNCIA LÓGICA

A sequência logica é um instrumento pedagógico importante para estimular o raciocínio lógico, contribuindo assim para seu desenvolvimento cognitivo, induzindo a organização do pensamento e das ideias, possibilitando ainda as estratégias de resolução de problemas. A leitura de imagens mostrará se o contexto da história é de conhecimento do aluno e quais intervenções serão necessárias para facilitar a organização correta. Lembrando que as atividades com jogos propiciam momentos de lazer e descontração, favorecendo os aspetos sociais e emocionais.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013


Recurso de Tecnologia Assistiva
Um Objeto de Aprendizagem (AO) é um arquivo digital com imagem, filme e etc, que poderá ser usado como recurso pedagógico, proporcionando uma aula mais divertida, despertando assim o interesse e a curiosidade dos alunos, pois combina texto e imagem e o uso do computador.
O recurso  de tecnologia assistiva que escolhi para pesquisar sua funcionalidade foi a Fazenda Rived. Esse AO consiste na visualização do ambiente de uma fazenda, onde na tela principal aparecerá o fazendeiro conhecido como “Seu Zeca” e o mapa geral da fazenda. O aluno poderá escolher a atividade que irá realizar. Dentro da Fazenda Rived existem diferentes atividades; a atividade curral, atividade galinheiro, atividade mangueira, atividade silo, entre outras. Optei pela atividade silo com o objetivo de auxiliar o aluno com deficiência  afim de superar a dificuldade em relacionar numeral e quantidade, como também estimular a atenção, concentração  e memorização.

É um jogo de memória, pois os animais e seus filhotes estarão distribuídos embaixo dos montes de feno. Clicando sobre um dos montes aparecerá um animal adulto ou filhote e então o aluno deverá descobrir em qual dos outros montes estará o animal correspondente com que já descobriu. Como em toda atividade a ser desenvolvida, o professor será responsável por adequar as atividades de acordo com a dificuldade do aluno. Nesse caso ela contribuirá de forma positiva para aqueles que ainda não adquiriram o conceito de relação numeral/quantidade. Para a realização desse recurso pedagógico faz-se necessário que a escola tenha computadores, mesmo que não seja um para cada aluno, pois poderá ser um trabalho em dupla, até para que se reforce a aprendizagem colaborativa, levando em consideração também que o aluno com deficiência física pode ter os movimentos dos membros superiores comprometidos, necessitando portando da ajuda de um colega ou de alguma adaptação para o computador. 

domingo, 4 de agosto de 2013

O papel do professor de AEE e suas funções.

O Atendimento Educacional Especializado (AEE) veio para contribuir com o processo de desenvolvimento dos alunos com deficiência, transtorno global do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação, os quais necessitam de recursos diferenciados, de acordo com a especificidade de cada um. É importante frisar que para atuar no AEE o professor deverá ter conhecimentos gerais para a docência e formação específica para Educação Especial.
Esse serviço é realizado nas Salas de Recursos Multifuncionais (SRM) da escola ou em outra escola do ensino regular, como também em  centro de Atendimento Educacional Especializado  da rede pública ou de instituições comunitárias sem fins lucrativos.
O atendimento deve acontecer no turno inverso da escolarização, não sendo substitutivo as classes comuns.
O papel do professor de AEE é de grande importância dentro da escola, pois ele irá identificar, elaborar e organizar recursos pedagógicos com o objetivo de trabalhar as dificuldades de cada aluno, levando em consideração suas limitações, habilidades, seu conhecimentos prévios, ritmo de aprendizagem, entre outros fatores que favoreçam ou prejudiquem sua aprendizagem.
Cabe ao professor de AEE elaborar o plano de atendimento, definir o número e o tempo de atendimento, criar estratégias, avaliar a funcionalidade dos recursos aplicados, adaptar o material pedagógico, usar a tecnologia assistiva, conforme  a necessidade individual dos alunos, bem como buscar  parcerias junto a família, aos outros professores da sala regular, profissionais da saúde, da assistência social, entre outros.

Vale ressaltar que para o atendimento corresponder com as necessidades dos alunos, faz-se necessário o estudo de caso, pois através dele é possível compreender melhor a natureza do problema, conhecer as expectativas da família em relação ao desenvolvimento da criança, as principais habilidades desse aluno, as barreiras que impossibilitam o seu desenvolvimento e como essa criança é vista dentro da escola pelos funcionários e alunos, buscando registrar todas as observações para que se possam fazer as possíveis intervenções. 

segunda-feira, 20 de maio de 2013

EAD_pesquisa sobre AEE

O texto selecionado por mim trata-se de um artigo elaborado pela professora Fabiane Romano, do Departamento de Educação da Universidade de Santa Cruz do Sul-UNISC, Educadora Especial da Rede Municipal de Ensino de Santa Maria/RS. O referido texto aborda questões relacionadas a Politica de Educação especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. É importante frisar que o documento tem como objetivo abrir discussões sobre o público atendido nas salas de Atendimento Educacional Especializado, a terminologia “necessidades educacionais especiais”, os diagnósticos, a classificação quanto os níveis de deficiência, entre outros. Um fato interessante é que segundo o documento a Universidade Federal de Santa Maria é a única instituição pública de ensino superior que oferece um curso de graduação em Educação Especial, no território nacional.

Referências
BRASIL, Ministério da Educação – Secretaria de Educação Especial (SEESP). Política nacional de educação especial na perspectiva da educação inclusiva. Brasília: MEC, 2008. BRIDI, F.R.S. Um breve olhar sobre o início e a história da educação especial.

EAD vídeos sobre tecnologias

Gostei muito do vídeo help desk na idade média, pois mostra o quanto tudo que é novo assusta. Atualmente temos dificuldades em acompanhar os avanços tecnológicos, assim como em tempos antigos os povos tiveram ao usar o livro.

O did you know 2.0, tenta passar a mensagem de que atualmente as pessoas vivem preocupadas em descobrir o que vai acontecer no futuro e com o auxílio da tecnologia conseguem ter uma noção do que poderá acontecer daqui uns anos. Mas por outro lado a população já sofre antecipadamente com algo de certa forma desconhecido.